O ‘dayafter’ do fim do Ministério da Educação

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Imagine que, ao amanhecer das luzes, não existisse mais o Ministério da Educação com seu monopólio e dominação sobre os nossos filhos. Como seria isso?

Em primeiro lugar, educação passaria a ser realmente um serviço, e não o alistamento para controle social como temos hoje, que de serviço não tem nada se, por exemplo, você considerar sua aplicação compulsória. Ora, um serviço é algo pelo que alguém paga e pode trocar caso lhe desagrade; pode usufruir apenas de parte dele, como no caso de um jantar pago, de valor pré-estabelecido, em que a pessoa consome apenas o que e quanto quiser. No caso desse sistema estatal de educação, os pais estão obrigados por lei a enviar seus filhos para cumprirem uma frequência mínima estipulada, para cursarem todas as matérias estipuladas, com a obrigação de terem um aproveitamento igual ou superior ao estipulado. Onde está o serviço nesse caso?

Em segundo lugar, não haveria um currículo unificado como temos hoje e como vamos continuar experimentando nos próximos anos, já que presenciamos debates para se chegar a um suposto currículo ideal. Com o fim do Ministério da Educação, teríamos inúmeros currículos, criados a partir da demanda dos pais. Imagine, por exemplo, que a dona Maria quisesse oferecer o serviço da educação e, percebendo que, em seu bairro, há muitas famílias que gostariam que seus filhos fossem artistas, ou atletas, ou músicos, ou empreendedores, então ela poderia criar uma escola para atender essa demanda. Imagine que a dona Joana percebesse que, em sua cidade, há várias famílias adeptas a certos valores, então ela poderia oferecer um currículo que fosse orientado por esses valores: haveria escolas de viés liberal, libertário, socialista, cristão, judaico, agnóstico e tantos outros vieses quanto a demanda assim exigisse. Isso, inclusive, poria fim na eterna querela entre conservadores e progressistas, direita e esquerda, pessoas inclinadas a valores familiares e pessoas que aceitam a ideologia de gêneros e tantos outros conflitos que serão eternos na esfera pública enquanto a educação for estatal, enquanto o controle estiver nas mãos do Estado.

Em terceiro lugar, os filhos voltariam a ser “propriedade” dos pais, pois, no atual sistema de monopólio estatal, o Estado é o dono de nossos filhos; alista-os para sua causa, agenciando-os para defendê-lo, destruindo os instintos de autoproteção deles ao doutriná-los com valores antinaturais, anti-individualistas, tornando-os vulneráveis para aceitar a violação da autopropriedade (o corpo) e da propriedade dos demais bens, ao educá-los que os que violam esses bens são vítimas da sociedade, e não responsáveis por seus atos. Finalmente, haveria o direito autoevidente ao homeschooling ou de tutorias domésticas por professoras autônomas ou por escola ou rede de escolas, por exemplo, para os pais que assim quisessem esse serviço.

Note que isso promoveria a aparição de inúmeras escolas administradas desde por uma dona de casa, passando por pequenos empreendedores até chegar a enormes escolas, mas o caso é que a inversão para um novo paradigma, dos pais controlando a educação dos filhos, mudaria por completo a forma de se conceber a educação, pois, neste caso, a educação seria um serviço regrado pelo controle dos pais, não o monopólio coercitivo e compulsório de nossos dias, em que um pai tem uma “arma” apontada para sua cabeça se não manda seus filhos à escola ou se descuida que eles a frequentem sob as regras estabelecidas pelo deus-Estado. 

Noé Amós Guieiro é fundador do Instituto Liberdade Individual. É autor dos livros “Educação sem Estado” e “Guia Politicamente Incorreto sobre o que se Aprende na Escola”. Também é apresentador do canal do Youtube que leva o seu nome.

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