Educação é Mercadoria ou Apenas uma Dádiva do ‘deus-estado”?

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Por Giuliano Miotto, advogado e presidente do Instituto Liberdade e Justiça

Você já parou para pensar porque temos um sistema de números baseado em algarismos árabes e não em algarismos romanos? Por que será que existem mais pessoas estudando medicina, direito e engenharia e menos fazendo história, geografia ou filosofia? E a divisão das matérias em química, física, matemática, línguas, geografia e outras? Se você pensou na figura de um planejador central, sentado em uma sala de comando decidindo tudo isso, ou em um grupo de pessoas sinistras se reunindo em lugares secretos tramando maneiras de se dominar o mundo, você está absolutamente errado. Embora haja uma apropriação da pauta por estatistas e grupos de interesse, existe uma dinâmica maior por trás da educação.

Pense nos algarismos hindo-arábicos, os quais são usados por questões de praticidade e por causa da necessidade dos comerciantes e banqueiros de terem um sistema de contas mais fácil de lidar e com mais possibilidades de utilização. Tudo começou no século XIII, no norte da Itália, onde havia um jovem matemático chamado Leonardo de Pisa, ou Fibonacci. Suas ideias foram sintetizadas no seu livro chamado Liber Abaci (O Livro do Cálculo) e revolucionaram a maneira como os europeus faziam contas. Fibonacci criou o sistema decimal, dentre outras coisas. Tudo isto, obviamente só foi adotado em larga escala por questões relacionadas às necessidades dos mercadores e emprestadores de dinheiro. O resto é história.

Da mesma forma, a criação e distribuição das matérias, as divisões de profissões dentre outras coisas afins, sempre foram estimuladas e consolidadas como uma reação da academia aos estímulos e demandas do mercado. O mesmo se deu na divisão das matérias de estudo. E é assim que todas as grandes inovações, todas as melhorias e coisas fantásticas que tornaram nossa existência melhor, vieram de pessoas ou grupos de pessoas se especializando para atender o mercado. Agora você entende porque seus filhos têm aula de informática e não de datilografia? O mercado, quando livre, é governado pelos consumidores, os quais determinam a vida ou a morte de empresas, produtos, profissões e até ciências.

Mas o que acontece quando os governos ou planejadores centrais tentam controlar o mercado educacional? Obviamente que começam a surgir aberrações e imposições sobre os gostos e demandas dos consumidores desses serviços. Ou você imagina que teríamos boa parte das teses, pesquisas e estudos inúteis que consomem rios de dinheiro nas universidades públicas, se estes ditos “pesquisadores” tivessem que pagar diretamente por isso ou buscar financiadores privados?

Daí começamos a perceber que a educação não consiste em uma dádiva caridosa oferecida a nós por um ‘deus’ benevolente. Educação é apenas uma mercadoria que visa atender às necessidades dos mercados e dos seus gerentes, os consumidores. Mas porque boa parte dos educadores da atualidade, fortemente influenciados por doutrinas de origem socialista ou marxista, ainda insiste em negar esse fato tão óbvio?

Justamente pela conotação altamente negativa e pejorativa com que socialistas observam as interações e trocas voluntárias das pessoas a que chamamos de mercado. A maioria desses educadores e dessas pessoas estão envolvidas há anos com tentativas fracassadas de criar um ambiente educacional público, ‘gratuito’ e de qualidade e, ao invés de buscarem uma autocrítica, ou de perceberem a impossibilidade de se criar humanos em laboratório e de controlar todas as variáveis da existência humana, eles continuam insistindo nos mesmos erros e direcionando boa parte da verba pública para financiar teses e estudos que visam apenas dar um ar acadêmico e de pseudo-ciência para o lixo que eles estão produzindo. Como um autêntico círculo vicioso do mal.

O fato é que uma mercadoria não é algo negativo ou malvado. Um mercadoria ou serviço é algo que pessoas criam, produzem e emprestam, para atender às necessidades de outras tantas pessoas. E isso é maravilhoso. E não é pecado que cada uma dessas pessoas, tanto as que fornecem, quanto as que recebem, estejam fazendo isso por interesse próprio ou em busca de algum ganho pessoal.

Por isso, educação é a mercadoria/serviço mais fantástica que os homens, em sua constante evolução, puderam inventar. E todos aqueles que buscam controlar este mercado, só o fazem com objetivos políticos e ideológicos. Simples assim.

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