A Arrogância Fatal da BNCC

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Pesquisadores das áreas de Ciências Humanas, notadamente Educação e Economia, têm se debruçado sobre a realidade para tentar prever o que acontecerá com o emprego, o trabalho e a produtividade humana daqui a 20-30 anos. Que tipos de habilidades e competências serão valorizadas? Que funções serão mecanicamente substituídas? Para esses pesquisadores, não existem ainda respostas definitivas e tudo indica que mais da metade das crianças de hoje trabalharão em carreiras que ainda nem foram criadas.

Mas, aparentemente, estas dúvidas não existem para o Brasil. Os planejadores centrais da nossa Educação já têm as respostas. O site Movimento Pela Base Nacional Comum  nos informa que “(…) a adoção de um currículo único também ajudará o país a definir, como nação, o que quer que seus jovens aprendam.” Do alto de sua arrogância — que falta que a leitura de Hayek faz para essa gente — resolvem determinar o que TODAS as crianças brasileiras devem receber em termos de escolarização básica, em cada série, daqui para frente. Como eles sabem tudo, TODAS as habilidades, TODAS as competências estão descritas e nos serão IMPOSTAS através da base nacional da Educação por eles determinada.

E nossos burocratas profetas vão além. Baseados mais até no seu autoritarismo do que no poder de suas adivinhações, determinam que “(…) a base será a espinha dorsal do sistema educacional brasileiro e servirá como referência comum para a formação de professores, a produção de material didático e desenvolvimento de metodologias de avaliação.” Soa como uma ameaça assustadora, é verdade. Mas, considerando que esses burocratas não têm efetivamente qualquer controle sobre como de fato nossa sociedade evoluirá em termos de necessidades educacionais e profissionais, julgo que não corremos qualquer risco de que esses delírios controladores atinjam seus fins.

O problema é que, enquanto houver monopólio do MEC quanto às decisões educacionais, cada vez que houver necessidade de ajustes — e não precisaremos esperar 20-30 anos para isto — caberá ao MEC fazê-los. Com toda a agilidade e eficiência e dentro dos padrões de economia que só o Estado é capaz de garantir. E o que foi gasto na construção dessa tal Base Nacional Comum Curricular — vulgo planejamento central da Educação — terá o lixo como destino.

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